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domingo, 3 de maio de 2015

João Paulo II e Grêmio Cachoeira fazem jogo sem emoção e tudo continua indefinido

Beleza?

Dando prosseguimento à temporada de relatos do Desprovidos, hoje fomos até a localidade de Ponte do Imaruim, em Palhoça, para dar continuidade ao fim-de-semana futebolístico que resultou na nossa primeira rodada-dupla do ano! Lá, a agremiação do João Paulo II recebia o Grêmio Cachoeira, de Florianópolis, na partida de ida das semifinais da Copa Interligas. Era o segundo domingo em sequência que o blog se fazia presente no Estádio João Miguel.

SERC João Paulo II, que atuou com: Daivison; Kowalski (Maicon), Geovane, Rafa e Wagner; Ismael, Wilson, Luiz Ricardo e Bruno Andrade (Samuca); Wallace e Cris (Beto). (Foto: Matheus Pereira)
GE Cachoeira, escalado com: André Nicolodi; Romário (Gardena), Andrei, Roger e Vitor Cruz; David, Itauê e Dado (Perea); Osvaldo (Guilherme), Marquinhos Nikimba (Ziel) e Leandrinho. (Foto: Matheus Pereira)
Os capitães das equipes, o encarregado do apito, Ramon Abatti Abel, e seus respectivos auxiliares, Carlos André Inácio e Jefferson Ghellere (Foto: Matheus Pereira)
Classificado após uma vitória fora de casa e um empate dentro de seus domínios diante do Campinas (Desprovidos cobriu), o João Paulo II ainda vive uma atmosfera nova na Interligas. Recém-ascendido à primeirona de Palhoça, o clube conquistou seu primeiro título municipal em 2014 e já engrenou uma boa campanha em seu primeiro torneio intermunicipal. O Cachoeira, por sua vez mais RODADO, é o atual campeão da competição, e esteve prestigiado no blog apenas na primeira fase (veja aqui).

Fui sozinho até a Ponte do Imaruim, território que eu já havia conhecido na semana passada, sem dificuldades. Lá, já estavam presentes muitos torcedores de ambos os lados, além de alguns colegas que cobrem o futebol amador, como Nagib de Pieri, um ícone da função na Grande Florianópolis. Conversamos um bocado e fiquei muito feliz em fazer mais um parceiro nesse mundo de futebol não-profissional.

Ismael, do JP, e Nikimba, do Grêmio, atentos à bola (Foto: Matheus Pereira)
Atleta do time da casa preparado para a cobrança de falta (Foto: Matheus Pereira)
A partir do momento que a bola rolou, a partida foi de muito estudo dos dois lados. A primeira chance, porém, apareceu logo aos 5 minutos, com Marquinhos Nikimba. O perigoso atacante da equipe visitante recebeu a bola após boa jogada do time, mas finalizou para o alto. Como resposta, o João Paulo chegou com jogadaça de Wagner, que terminou em conclusão do grandalhão Cris por cima, mas perto.

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Com o andar do relógio, a peleja se tornou sem graça, com as duas equipes correndo muito e saindo pouco do lugar. Muitas poucas finalizações e a concentração do jogo no meio da cancha deixaram o panorama longe de ser empolgante. Uma das poucas oportunidades nesse tempo de hiato foi com Dado, o camisa 10 do Grêmio Cachoeira, que finalizou bem, mas o arqueiro Daivison defendeu com firmeza.

Leandrinho com a bola, recebendo um "cheiro no cangote" de Ismael (Foto: Matheus Pereira)
Do outro lado da cancha, Wagner e Romário brigam pela posse (Foto: Matheus Pereira)
Wallace, sempre ele, puxando contra-ataque em favor do JP (Foto: Matheus Pereira)
Quando as equipes finalmente tomaram um rumo na vida, quem esteve melhor foi o Grêmio Cachoeira, que, espertamente, manteve a bola no campo de ataque. Ao time da casa, as jogadas resumiam-se em contra-ataques, puxados principalmente pelo dianteiro Wallace. Num desses ENSEJOS, o jogador encheu o pé da entrada da área e o arqueiro André Nicolodi teve de defender em dois tempos.

Mas a melhor das chances da etapa inicial ainda viria do lado azul e preto, pouco depois. A equipe invadiu a área pela esquerda e o arisco Marquinhos Nikimba serviu o volantão David, que, sem a manha de atacante, bateu de direita, meio desequilibrado, acertando as malhas laterais. O sempre calmo treinador Djone Kammers foi um dos poucos no banco de reservas que não reclamou com seu atleta.

Nova batalha, dessa vez entre Marquinhos Nikimba e Kowalski (Foto: Matheus Pereira)
Wallace gingando sobre o zagueiro Andrei (Foto: Matheus Pereira)
Aliás, a amizade entre os treinadores, Djone Kammers e Kany, foi algo muito legal de se ver. Sempre se tratando com cordialidade e as vezes até trocando informações como tempo decorrido, o clima amistoso entre eles foi algo raro que vi poucas vezes na minha curta carreira de futebol amador. Tal fineza, porém, não se refletiu em campo, visto que Wilson e Dado protagonizaram uma discussão acalorada no meio-campo, já no finzinho, logo apartada pelo árbitro Ramon Abatti Abel, que encerrou a primeira etapa aos 46.

No intervalo, a diretoria do João Paulo II presenteou eu e os amigos da imprensa com deliciosas coxinhas acompanhadas de refrigerante, e com a fome de lobo que eu estava, aproveitei. Fica aqui meus usuais agradecimentos pela amabilidade. Enquanto terminava de saborear os quitutes, o segundo tempo começou, e logo no princípio já prometia: o lateral Vitor Bianchi arriscou de muito longe no minuto inicial, mas a pelota se perdeu na linha de fundo.

Itauê, capitão do Grêmio, domina a bola (Foto: Matheus Pereira)
Zagueirão Roger se aventura no ataque (Foto: Matheus Pereira)
Pouco mais tarde, o atacante Leandrinho roubou no ataque e quase marcou. Ainda antes da marca de dez minutos da etapa final chegar, a equipe alvirrubra respondeu com Wallace, que aproveitou sobra de bola e bateu bem, mas também não conseguiu balançar as redes. Depois, tudo que aconteceu foi quase um espelho da etapa inicial. Passados os primeiros minutos, tudo ficou calmo demais, um VAZIO existencial incômodo; poucas chances de gol e jogo concentrado no meio-campo.

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Quando mais de três passes em sequência eram acertados, o que era raridade, o futebol aparecia. O goleirão Daivison foi o nome do João Paulo já perto dos trinta minutos, quando Osvaldo apareceu cara a cara, finalizou duas vezes e a muralha do clube palhocense defendeu ambas. Do outro lado, o time da casa deixou de aproveitar quando o goleiro André saltou, pegou a bola no alto e a largou no chão, quando ninguém estava esperando; a defesa do Grêmio conseguiu cortar após o susto.

Duelo de gigantes: Andrei e Cris travam batalha ferrenha (Foto: Matheus Pereira)
Aplicado Samuca deu um calorão para a zaga visitante (Foto: Matheus Pereira)
A entrada do veloz Samuca, pelo lado do João Paulo II, ajudou  a melhorar um bocado as coisas, principalmente no quesito reclamações, visto que o atleta é sempre muito caçado em campo. O jogo já se encaminhava para o fim quando - exatamente como na primeira parte - a melhor chance do segundo tempo apareceu: aos 43, após escanteio, a bola desvia numas três cabeças e sobra limpinha para o centroavante Cris, na pequena área, pô-la por cima das metas de André.

Sem desespero, as duas esquadras apenas aguardaram o cronômetro apitar e o apito final de Ramon acontecer. Ainda restou tempo para um pedido solitário de toque de mão dentro da área, feito por Vitor, onde o juiz não marcou nada, acertadamente. Fim do FASTIO: João Paulo II 0x0 Grêmio Cachoeira, e a decisão foi adiada numa semana, quando acontecerá o jogo de volta, em Cachoeira do Bom Jesus.

Árbitro Ramon Abatti Abel teve uma boa atuação (Foto: Matheus Pereira)
Na outra partida, o Estrela Azul venceu o BAC fora de casa por 1 a 0, no sábado, e largou em vantagem. Com isso, as decisões ficam para semana que vem. No entanto, o Desprovidos não cobrirá, visto que estaremos em Criciúma; com o bagunçado calendário da Copa Sul dos Campeões, o blog ainda tentará encaixar alguma peleja da região para não passar o fim-de-semana batido. E é isso. Até a próxima.

Abraços.

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