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domingo, 3 de maio de 2015

João Paulo II e Grêmio Cachoeira fazem jogo sem emoção e tudo continua indefinido

Beleza?

Dando prosseguimento à temporada de relatos do Desprovidos, hoje fomos até a localidade de Ponte do Imaruim, em Palhoça, para dar continuidade ao fim-de-semana futebolístico que resultou na nossa primeira rodada-dupla do ano! Lá, a agremiação do João Paulo II recebia o Grêmio Cachoeira, de Florianópolis, na partida de ida das semifinais da Copa Interligas. Era o segundo domingo em sequência que o blog se fazia presente no Estádio João Miguel.

SERC João Paulo II, que atuou com: Daivison; Kowalski (Maicon), Geovane, Rafa e Wagner; Ismael, Wilson, Luiz Ricardo e Bruno Andrade (Samuca); Wallace e Cris (Beto). (Foto: Matheus Pereira)
GE Cachoeira, escalado com: André Nicolodi; Romário (Gardena), Andrei, Roger e Vitor Cruz; David, Itauê e Dado (Perea); Osvaldo (Guilherme), Marquinhos Nikimba (Ziel) e Leandrinho. (Foto: Matheus Pereira)
Os capitães das equipes, o encarregado do apito, Ramon Abatti Abel, e seus respectivos auxiliares, Carlos André Inácio e Jefferson Ghellere (Foto: Matheus Pereira)
Classificado após uma vitória fora de casa e um empate dentro de seus domínios diante do Campinas (Desprovidos cobriu), o João Paulo II ainda vive uma atmosfera nova na Interligas. Recém-ascendido à primeirona de Palhoça, o clube conquistou seu primeiro título municipal em 2014 e já engrenou uma boa campanha em seu primeiro torneio intermunicipal. O Cachoeira, por sua vez mais RODADO, é o atual campeão da competição, e esteve prestigiado no blog apenas na primeira fase (veja aqui).

Fui sozinho até a Ponte do Imaruim, território que eu já havia conhecido na semana passada, sem dificuldades. Lá, já estavam presentes muitos torcedores de ambos os lados, além de alguns colegas que cobrem o futebol amador, como Nagib de Pieri, um ícone da função na Grande Florianópolis. Conversamos um bocado e fiquei muito feliz em fazer mais um parceiro nesse mundo de futebol não-profissional.

Ismael, do JP, e Nikimba, do Grêmio, atentos à bola (Foto: Matheus Pereira)
Atleta do time da casa preparado para a cobrança de falta (Foto: Matheus Pereira)
A partir do momento que a bola rolou, a partida foi de muito estudo dos dois lados. A primeira chance, porém, apareceu logo aos 5 minutos, com Marquinhos Nikimba. O perigoso atacante da equipe visitante recebeu a bola após boa jogada do time, mas finalizou para o alto. Como resposta, o João Paulo chegou com jogadaça de Wagner, que terminou em conclusão do grandalhão Cris por cima, mas perto.

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Com o andar do relógio, a peleja se tornou sem graça, com as duas equipes correndo muito e saindo pouco do lugar. Muitas poucas finalizações e a concentração do jogo no meio da cancha deixaram o panorama longe de ser empolgante. Uma das poucas oportunidades nesse tempo de hiato foi com Dado, o camisa 10 do Grêmio Cachoeira, que finalizou bem, mas o arqueiro Daivison defendeu com firmeza.

Leandrinho com a bola, recebendo um "cheiro no cangote" de Ismael (Foto: Matheus Pereira)
Do outro lado da cancha, Wagner e Romário brigam pela posse (Foto: Matheus Pereira)
Wallace, sempre ele, puxando contra-ataque em favor do JP (Foto: Matheus Pereira)
Quando as equipes finalmente tomaram um rumo na vida, quem esteve melhor foi o Grêmio Cachoeira, que, espertamente, manteve a bola no campo de ataque. Ao time da casa, as jogadas resumiam-se em contra-ataques, puxados principalmente pelo dianteiro Wallace. Num desses ENSEJOS, o jogador encheu o pé da entrada da área e o arqueiro André Nicolodi teve de defender em dois tempos.

Mas a melhor das chances da etapa inicial ainda viria do lado azul e preto, pouco depois. A equipe invadiu a área pela esquerda e o arisco Marquinhos Nikimba serviu o volantão David, que, sem a manha de atacante, bateu de direita, meio desequilibrado, acertando as malhas laterais. O sempre calmo treinador Djone Kammers foi um dos poucos no banco de reservas que não reclamou com seu atleta.

Nova batalha, dessa vez entre Marquinhos Nikimba e Kowalski (Foto: Matheus Pereira)
Wallace gingando sobre o zagueiro Andrei (Foto: Matheus Pereira)
Aliás, a amizade entre os treinadores, Djone Kammers e Kany, foi algo muito legal de se ver. Sempre se tratando com cordialidade e as vezes até trocando informações como tempo decorrido, o clima amistoso entre eles foi algo raro que vi poucas vezes na minha curta carreira de futebol amador. Tal fineza, porém, não se refletiu em campo, visto que Wilson e Dado protagonizaram uma discussão acalorada no meio-campo, já no finzinho, logo apartada pelo árbitro Ramon Abatti Abel, que encerrou a primeira etapa aos 46.

No intervalo, a diretoria do João Paulo II presenteou eu e os amigos da imprensa com deliciosas coxinhas acompanhadas de refrigerante, e com a fome de lobo que eu estava, aproveitei. Fica aqui meus usuais agradecimentos pela amabilidade. Enquanto terminava de saborear os quitutes, o segundo tempo começou, e logo no princípio já prometia: o lateral Vitor Bianchi arriscou de muito longe no minuto inicial, mas a pelota se perdeu na linha de fundo.

Itauê, capitão do Grêmio, domina a bola (Foto: Matheus Pereira)
Zagueirão Roger se aventura no ataque (Foto: Matheus Pereira)
Pouco mais tarde, o atacante Leandrinho roubou no ataque e quase marcou. Ainda antes da marca de dez minutos da etapa final chegar, a equipe alvirrubra respondeu com Wallace, que aproveitou sobra de bola e bateu bem, mas também não conseguiu balançar as redes. Depois, tudo que aconteceu foi quase um espelho da etapa inicial. Passados os primeiros minutos, tudo ficou calmo demais, um VAZIO existencial incômodo; poucas chances de gol e jogo concentrado no meio-campo.

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Quando mais de três passes em sequência eram acertados, o que era raridade, o futebol aparecia. O goleirão Daivison foi o nome do João Paulo já perto dos trinta minutos, quando Osvaldo apareceu cara a cara, finalizou duas vezes e a muralha do clube palhocense defendeu ambas. Do outro lado, o time da casa deixou de aproveitar quando o goleiro André saltou, pegou a bola no alto e a largou no chão, quando ninguém estava esperando; a defesa do Grêmio conseguiu cortar após o susto.

Duelo de gigantes: Andrei e Cris travam batalha ferrenha (Foto: Matheus Pereira)
Aplicado Samuca deu um calorão para a zaga visitante (Foto: Matheus Pereira)
A entrada do veloz Samuca, pelo lado do João Paulo II, ajudou  a melhorar um bocado as coisas, principalmente no quesito reclamações, visto que o atleta é sempre muito caçado em campo. O jogo já se encaminhava para o fim quando - exatamente como na primeira parte - a melhor chance do segundo tempo apareceu: aos 43, após escanteio, a bola desvia numas três cabeças e sobra limpinha para o centroavante Cris, na pequena área, pô-la por cima das metas de André.

Sem desespero, as duas esquadras apenas aguardaram o cronômetro apitar e o apito final de Ramon acontecer. Ainda restou tempo para um pedido solitário de toque de mão dentro da área, feito por Vitor, onde o juiz não marcou nada, acertadamente. Fim do FASTIO: João Paulo II 0x0 Grêmio Cachoeira, e a decisão foi adiada numa semana, quando acontecerá o jogo de volta, em Cachoeira do Bom Jesus.

Árbitro Ramon Abatti Abel teve uma boa atuação (Foto: Matheus Pereira)
Na outra partida, o Estrela Azul venceu o BAC fora de casa por 1 a 0, no sábado, e largou em vantagem. Com isso, as decisões ficam para semana que vem. No entanto, o Desprovidos não cobrirá, visto que estaremos em Criciúma; com o bagunçado calendário da Copa Sul dos Campeões, o blog ainda tentará encaixar alguma peleja da região para não passar o fim-de-semana batido. E é isso. Até a próxima.

Abraços.

sábado, 2 de maio de 2015

Melhor que Premier League: Atlético Catarinense goleia afoito Arsenal pela Copa Floripa

Buenas.

Como disse no último post, tentaríamos fazer debutar no blog uma nova competição esse fim-de-semana. Conseguimos. Nesse sabadão (02), fui até o bairro do Saco dos Limões, pertinho de casa, onde, no Estádio Aldo Silva, que fica junto à rodovia Beira-Mar Sul, peleavam Atlético Catarinense e Arsenal - não o de Londres, mas o de Costeira de Pirajubaé. O confronto era válido pela primeira fase (oitavas-de-final) da Copa Floripa.

CA Catarinense, com apenas onze jogadores presentes: Claudinei; Maicon, Bruno, Sandro e Daniel; Niltinho, Luizinho, Marcelinho e Maricá; Vini e Nandinho (Foto: Matheus Pereira)
Arsenal FC, que jogou com: Mael; Samuca, Anderson, Sessenta e Dênis (Maicon); Lelo, João (Dudu), Dario e Lindolfo; Giovani (Cleiton) e Ruan (Odair). (Foto: Matheus Pereira)
Trio de arbitragem, composto essa tarde por Fernando Henrique de Medeiros Miranda, Fabiano Coelho da Silva e Juan Leandro dos Santos, além dos capitães das equipes (Foto: Matheus Pereira)
Juntamente ao Lucas, morador do bairro da peleja e mais uma vez parceiro de blog, me encaminhei para o Aldo Silva, estádio que fica numa área sensacional, entre a rodovia e a parte residencial. Os torcedores do Arsenal - recém-ascendido da terceira à segunda divisão de Floripa - eram maioria no local, e viram o Atlético Catarinense trazer à peleja apenas onze jogadores. Dos dezoito relacionados, sete furaram.

A Copa Floripa, que reúne 16 equipes e tinha a partida de hoje como jogo de ida de uma das oitavas-de-final, dá ao vencedor uma vaga na Copa Interligas, e reúne equipes de primeira à terceira divisão do Municipal de Florianópolis. Ambas as esquadras faziam sua estreia oficial em 2015; o Arsenal disputou o Torneio Sul da Ilha, que era apenas de âmbito amistoso, enquanto o Atlético apenas aguardava o início da Copa e posteriormente da primeira divisão municipal.

Jogador do Atlético recebe no meio, com as belas montanhas ao fundo (Foto: Matheus Pereira)
Maicon, do Atlético, e Giovani, do Arsenal, disputam bola na lateral (Foto: Matheus Pereira)
Com os jogadores das próprias equipes ainda se conhecendo, o começo da partida foi bem cadenciado. As chances de gol não eram tão escassas, visto que falhas na defesa acabavam sendo constantes; no entanto, a falta de ritmo também ficou evidente. Lindolfo, do Arsenal, logo no princípio entrou sozinho na área, mas demorou demais para finalizar e foi travado. No escanteio que se seguiu, a bola sobrou para Lelo, que mandou a bola para longe.

Superiores, os GUNNERS não conseguiam transformar maior volume de jogo em qualidade nas chegadas. Com isso, logo em seguida o Atlético Catarinense equilibrou tudo na partida, e, ao contrário do seu adversário, conseguiu reverter a vantagem em tento. Depois de falta na entrada da área, o camisa 10 Maricá bateu no cantinho, sem chance para o goleirão da equipe rubra: 1 a 0.

Maricá comemora com seu companheiro de equipe a abertura de placar (Foto: Matheus Pereira)
Dividida no meio-campo (Foto: Matheus Pereira)
Depois do gol, o Arsenal tentou novamente se impôr em campo, mas sofria do mesmo problema: até chegava, mas assustar que é bom, nada! O camisa 9, Ruan, logo após a abertura do placar chegou cara a cara com o goleiro Claudinei, porém finalizou fraquinho, fraquinho, sem assustar o arqueiro. Pouco depois, em cruzamento na área, Giovani e Lelo se atrapalharam na hora de definir e desperdiçaram grande chance.

Ao Atlético, que praticamente assistia ao jogo, restava buscar aproveitar as oportunidades que apareciam, ao contrário do povo lá da "coshtêra". Em sobra de escanteio, Sandro teve a chance, com o goleiro batido, mas o defensor do Arsenal salvou sobre a linha. Com a qualidade da partida pra lá de Bagdá, nem às botinadas os atletas recorriam, e o finzinho do primeiro tempo acabou se arrastando.

Descida do Arsenal ao ataque (Foto: Matheus Pereira)
Dênis preparado para cobrança de falta em favor dos visitantes, já na etapa final (Foto: Matheus Pereira)
Mas quando ele chegou, foi bastante contestado pelos atletas visitantes, visto que o apito foi dado no meio de um contra-ataque. Muito irritado, o lateral Dênis saiu proferindo desaforos ao árbitro Fernando Henrique Miranda, e quando seu treinador o tentou conter, também teve de ouvir o irritado lateral.

No intervalo, chegou a vez da decepção deste que vos fala. A LIFF (Liga Florianopolitana de Futebol) simplesmente NÃO LIBEROU a relação de jogadores para que eu anotasse ou fotografasse. Segundo o delegado, foi instrução da Liga, para evitar possíveis irregularidades que eu visse a notar. Bem estranho. Aí, eu e o Lucas tivemos que correr entre os bancos de reservas para descobrir os nomes dos jogadores. Acontece que era a primeira partida dos times, e eles simplesmente NÃO SE CONHECIAM; o treinador do Atlético, por exemplo, sabia o nome de três e tivemos de perguntar a cada um no fim da partida.

Samuca cobra lateral pelo Arsenal (Foto: Matheus Pereira)
Vini, frente a frente com o goleiro, desperdiçou (Foto: Matheus Pereira)
Se foi má vontade do delegado da partida ou rigidez desnecessária da LIFF, eu não sei, mas esqueci do ocorrido e fui para o segundo tempo, que começou bem mais animado. Com espaços absurdos de ambos os lados, era notório demais que o placar se alargaria na etapa final. Poderia ser logo no comecinho, quando o atacante Vini, do Atlético, recebeu frente a frente com o goleiro, perfeito para finalizar com a canhota, mas cortou para a perna direita e bateu para fora.

Pouco mais tarde, foi a vez do Arsenal responder, com zagueirão Sessenta, que limpou e finalizou de longe, para fora. Mas a tarde era mesmo do Atlético Catarinense. Aos 12, no quatro contra três lá na frente, a equipe tinha tudo para ampliar a contagem, até que o goleiro Mael simplesmente SE ATIROU sobre Marcelinho. Pênalti, que foi cobrado pelo excelente atacante Nandinho, e convertido: 2 a 0.

Fernando Miranda aplica amarelo para o goleiro, encoberto pelo companheiro de equipe (Foto: Matheus Pereira)
Lindolfo com a bola, sendo observado de perto por Daniel (Foto: Matheus Pereira)
O Arsenal tentou mexer seus pauzinhos com duas substituições após o gol sofrido, mas o time desanimou totalmente com o 2 a 0 no placar. O time da casa não encontrava nenhuma objeção para percorrer todo o caminho até a área adversária, e custou pouco mais de cinco minutos para que as redes fossem novamente balançadas. De forma fácil, Maricá chegou cara a cara com Mael e assinalou o terceiro no marcador.

A equipe visitante tinha alguns espasmos, como no chute de longe feito por Dudu que obrigou Claudinei a defender em dois tempos. Mas, em suma, era inoperante. O auxiliar-técnico já queria tirar o time de campo, e muitas vezes mandava seus atletas se concentrarem na defesa, se não, "vai ser 6 ou 7". Porém, quando todos menos esperavam, Cleiton, que havia entrado há pouco no Arsenal, aproveitou escanteio e pôs pra dentro: 3 a 1.

Jogada de ataque do Arsenal (Foto: Matheus Pereira)
Sandro cabeceia após levantamento na área (Foto: Matheus Pereira)
Na comemoração, o jogador, que era um dos mais festejados pelos torcedores do clube da Costeira, foi chamado de "BEBEZINHO DA TIA" por, provavelmente, sua tia, que dava um banho de como torcer no Aldo Silva. Genial. Alvoroçada pelo gol, a equipe visitante seguiu em cima, e ocasionou o lance mais inacreditável da pugna pouco depois, quando a bola bateu na trave, o goleiro Claudinei saiu mal do gol, e tudo mais de "quase" que possa ser imaginado, mas a pelota não ultrapassou a linha.

Mas o Atlético era mais time. Aos 36 minutos, Nandinho, o nome do jogo, fez jogada espetacular e serviu Vini, que só empurrou para as redes e decretou o 4 a 1. Ainda tinha tempo para mais, e o centroavante da equipe da casa quase marcou seu segundo; afobado, o goleiro Mael saiu mal do gol, fora da área, e deixou que Nandinho o driblasse. Todavia, o jogador ainda tentou mais um corte, dando a possibilidade do arqueiro se recuperar. No fim, tudo ficou do mesmo jeito: Atlético Catarinense 4x1 Arsenal.

Vini e Nandinho comemoram o gol final do confronto (Foto: Matheus Pereira)
As belas montanhas do continente são uma excelente paisagem; pena que hoje o clima não estava tão aberto (Foto: Matheus Pereira)
A estreia do Desprovidos na Copa Floripa não podia ser melhor: dois clubes e um estádio novos na listinha, além de termos saído da monotonia de redes balançadas: nas últimas quatro partidas, haviam acontecido apenas dois gols. E também serviu como um bom aperitivo, pois nesse fim-de-semana teremos a primeira rodada dupla de 2015, e amanhã a sua, a nossa Interligas está de volta!

Até lá.

domingo, 26 de abril de 2015

Em partida com quatro expulsões, João Paulo II segura o empate e vai à semifinal da Interligas

E aí!

Nesta Grande Florianópolis vazia devido à final do Campeonato Catarinense, preferi o nosso sensacional amador às finais do estadual e rumei até a Ponte do Imaruim, em Palhoça. Por lá, no Estádio João Miguel, rolaria um confronto válido pelas quartas-de-final da Copa Interligas, jogo de volta. O time da casa, João Paulo II, recebeu o Campinas (que já esteve aqui) com a vantagem do empate, por ter vencido a ida no campo adversário.

SERC João Paulo II, que foi a campo com a seguinte formação: Daivison; Kowalski (Maicon), Geovane, Minhoca e Wagner; Ismael, Luiz Ricardo, Wilson (Wallace) e Jean Ventura; Pelezinho (Samuca) e Cris (Rafael). (Foto: Matheus Pereira)
SER Campinas, escalado com os atletas: Jeferson; Pita, Natan Sabino, Barra (Ítalo) e Maranhão; Ernesto (Dudu), Gregory, Nathan Rosa (André), Thiago Sorocaba e Bruno; Thiago Nascimento (Danyel). (Foto: Matheus Pereira)
O árbitro Evilásio Alfredo Brüggemann e seus auxiliares, Carlos André Inácio e Eder Miguel Sacco, além dos capitães (Foto: Matheus Pereira)
Sem tripé, pois o espertão aqui esqueceu a peça crucial do equipamento em casa, cheguei a tempo de apreciar o estádio, que fica quase colado à barra do rio Imaruim - que divide Palhoça e São José. A sede social do clube, acoplada à cancha, é muito simpática; lá, estavam todos com um olho na peleja e outro olho na televisão, onde estava sendo transmitida a partida entre Figueira e Joinville, pela final do estadual, que ocorria a poucos quilômetros dali.

Agora, falando da bola rolando: o JP tinha, além da vantagem de decidir em casa (conquistada após fazer campanha superior à do adversário), a regalia de poder jogar pelo empate, pois, no Campeche, território do Campinas, havia vencido por 2 a 1. Essa foi a última das quartas-de-final a ser jogada, pois no sábado os outros três jogos haviam rolado, selando a classificação de BAC, Estrela Azul e Grêmio Cachoeira. O Desprovidos, porém, preferiu uma visitinha à praia no sabadão.

Maranhão avança com a bola pelo Campinas (Foto: Matheus Pereira)
Após dividida, atletas caem em pose ACROBÁTICA (Foto: Matheus Pereira)
A bola começou a rolar com o apito do sr. Evilásio e os ânimos já se iniciaram exaltados entre as comissões técnicas. Enquanto os atletas não reverberavam isso em campo, o jogo foi bastante objetivo. Precisando da vitória, o Campinas bem que tentou tomar as rédeas do confronto no início, no entanto, o time da casa foi quem assustou primeiro. O goleirão Jeferson, que já jogou pelo profissional do Atlético de Ibirama, foi exigido em dois lances distintos ainda no princípio.

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Pelezinho, com um petardo, foi o primeiro. Mais tarde, Jean Ventura, de dentro da pequena área, deu uma bela cabeçada e exigiu defesa à queima-roupa do arqueiro do Campinas, num lance sensacional. Pouco depois, o trio de arbitragem cometeu a bizarria de marcar impedimento num LATERAL do clube de Florianópolis, o que levou os integrantes da comissão técnica e do banco de reservas à loucura.

Thiago Sorocaba com a bola, marcado de perto por Wagner (Foto: Matheus Pereira)
Um dos retratos da treta ocorrida na primeira etapa (Foto: Matheus Pereira)
A partir dos vinte minutos, quem passou a aproveitar as oportunidades e assustar foi o Campinas. Aos 23, o lateral Maranhão, muito SERELEPE em suas investidas, apareceu como elemento-surpresa e quase marcou, jogando por cima da marca do penal. Dois minutos mais tarde, foi a vez de Gregory bater muito bem e exigir grande defesa do goleiro Daivison. Quando a bola tava roubando a cena, porém, a partida descambou pra baixaria.

Aconteceu numa sequência de lances. Primeiro, a defesa do JP levantou o pé demais sobre Bruno, que ficou caído. O juizão não deu nada, e o time da casa não fez questão de paralisar o jogo, causando assim a revolta do time do Campinas. Aí a bola só parou na base da braçada fora do lance, e a confusão se instaurou. Num gigantesco empurra-empurra, praticamente TODOS os atletas se tretaram, e a famigerada turma do deixa-disso nem deu as caras. No final da quizumba, Minhoca, do João Paulo II, e Thiago Sorocaba, do Campinas, foram postos para a rua.

Jogada do primeiro tempo (Foto: Matheus Pereira)
Campinas teve leve superioridade na etapa inicial (Foto: Matheus Pereira)
A etapa inicial foi chegando ao final e lances dignos de nota foi de se contar nos dedos. Mas, certamente, o momento mais interessante da partida aconteceu quando Evilásio Brüggemann foi assinalar os acréscimos e o mesário acabou não vendo. Sendo assim, quem assinalou foi simplesmente o treinador do João Paulo II. Confesso que ri sozinho da cena inusitada. Sem alterar o marcador, tudo terminou em zero.

No intervalo, o time da casa, querendo segurar o empate e recompôr a defesa, pôs um zagueiro em campo na vaga do centroavante. Aí, o JP abdicou de jogar e viu o Campinas dominar todos os setores da partida. Logo aos 6, Thiago Nascimento bateu forte e obrigou Daivison a fazer boa defesa. Pouco mais tarde, novamente o centroavante do time de Floripa bateu bem, e dessa vez tirou tinta da trave e arrancou suspiros do banco de reservas.

Dividida no meio-campo (Foto: Matheus Pereira)

A segunda confusão da partida, ocorrida na etapa final (Foto: Matheus Pereira)

Como se não bastasse apenas uma, rolou na partida uma segunda confusão na etapa final. Luiz Ricardo, do JP, e Bruno, do Campinas, trocaram sopapos, e logo os jogadores já se acumularam na discussão novamente. Sem pestanejar, Evilásio expulsou Bruno, um dos pivôs do bafafá, e Jean Ventura, meia-atacante do time da casa que também esteve envolvido e teve sua expulsão bastante contestada.

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Já com nove jogadores em cada esquadra, a partida se tornou repleta de espaços. Tendo o cronômetro como inimigo, o Campinas se concentrava basicamente no campo de ataque, com o arqueiro Jeferson praticamente MORANDO na intermediária de defesa, sem saber mais o que era retornar para baixo das metas. Tal pressão foi surtindo efeito; aos 28, o goleiro do João Paulo foi exigido em cobrança de falta. Em seguida, Luiz Ricardo quase marcou contra.

Natan Sabino e Pelezinho, respectivamente, observam o rolar da pelota (Foto: Matheus Pereira)
Interceptação feita por Pelezinho na metade da cancha (Foto: Matheus Pereira)
Mas o lance capital, que seria o último suspiro de um Campinas respirando por aparelhos, veio aos 37 minutos. Após cruzamento, Natan Sabino, completamente livre, cabeceou com classe na área, escolhendo o canto. Todo mundo fez golpe de vista - uns para entrar, outros para sair - e a bola tirou tinta da trave direita de Daivison, levando o zagueirão ao desespero dentro da pequena área. Mesmo na raça, o time visitante não conseguiu alterar o placar: João Paulo II 0x0 Campinas.

Bacana fachada do Estádio João Miguel (Foto: Matheus Pereira)
Sem zebras: os quatro clubes restantes foram os vencedores de quatro das cinco ligas participantes. Com o resultado, o João Paulo selou sua classificação para as semifinais da Interligas, onde enfrentará o Grêmio Cachoeira. Do outro lado da chave, BAC e Estrela Azul se enfrentam para decidir o outro finalista. Não devem restar dúvidas de que o Desprovidos estará lá para cobrir a reta final da competição, que dará vaga no estadual de amadores ao campeão. Paralelamente, diversas competições estão estreando na Grande Fpolis, e tentaremos cobrir uma delas já nesse fim-de-semana.

Peguei com facilidade o ônibus de retorno, pois a linha Estação Palhoça - Terminal Central de Florianópolis possui um veículo a cada 15 minutos (o blog agradece). O único pesar é a facada no preço da tarifa, algo que já está impregnado nos quatro cantos do país e que só pode ser mudado com muita luta. Por falar nela, me despeço como sempre: seguiremos!

Abraços!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Em pleno feriado, Estrela Azul tem atuação cirúrgica e vence Biguá fora de casa

Olá!

Em pleno feriadão de Tiradentes e em tarde da superestimada Champions League, resolvi cobrir mais uma folga forçada que ocorreu no fim-de-semana com uma cobertura do genial confronto entre Biguá, debutante aqui no blog, e Estrela Azul, que por cá aparece pela segunda vez. A peleja era válida pela CORRIDA Copa Interligas, que, vejam só, já está em suas quartas-de-finais. Igualmente estreante nos relatos do Desprovidos, o Estádio Osni Venceslau Machado foi quem sediou a partida.

ACRE Biguá FC, que foi a campo com Pedrão; Neto, Leandro, Bruno Sarará e Biel (Jonatan); Rafa (Popov), Luca Toni (Rangel), Cláudio Adão (Felipe), Adriano e Paulo Henrique; Babau. (Foto: Matheus Pereira)
Estrela Azul FC, escalado com Diego; Tiago (Neto), William, Luiz Henrique e Piava; Marquinhos, Fábio, Pará e Cheirinho; Neném (Anderson) e Alemão (Natan). (Foto: Matheus Pereira)
Árbitro Felipe de Souza e seus auxiliares, Alexandre Bittencourt e Marco Antônio Martins Lopes, além dos capitães (Foto: Matheus Pereira)
Segundo colocado do grupo C, o clube de Biguaçu nunca venceu a Interligas, ao contrário de seu maior rival, o BAC, que já levantou o caneco duas vezes. Para essa peleja, no entanto, o rubro-negro estava desfalcado de seu principal jogador, Felipinho, que foi disputar um torneio de FUTEBOL CINCO em DUBAI, e entre seus companheiros está o ídolo do Figueirense, Fernandes. Bastante aleatoriedade para um feriadão só.

A equipe de Santo Amaro da Imperatriz, hoje de visitante, também busca pela primeira vez vestir a faixa de campeão da competição. Aliás, os dois times sequer chegaram à final na curta história da Copa, que existe desde 2001. Na outra vez que o Estrela foi contemplado aqui no blog, uma sonora vitória sobre o Campinas por 3 a 0, naquele que foi o debute do Desprovidos em Floripa (leia o relato aqui).

Vale ressaltar que essa foi a primeira vez que cruzei a ponte para cobrir uma partida na Grande Florianópolis, e embora tenha enfrentado a empreitada dos ônibus, obtive êxito em chegar com decente antecedência no bairro da Praia João Rosa. Aproveito o espaço também para elogiar a iniciativa da organização da Copa em pôr uma rodada em pleno feriadão de terça-feira. Bem bacana.

Lance do primeiro tempo (Foto: Matheus Pereira)
Fábio, do Estrela Azul, e um adversário desconhecido, protagonizam um dos lances PEGADOS (Foto: Matheus Pereira)
Conforme foi soprado o apito, o que se viu foi uma RINHA de galos fortes no Osni Machado. Num jogo extremamente pegado, muitas reclamações de ambos os lados e jogadas em que os jogadores não exitavam em deixar a perna conseguiram provocar cabelos em pé ao careca Felipe de Souza. Na onda do BATUQUE de sua torcida, que estava repleta de instrumentos musicais da escola de samba Unidos do Rio Caveiras, o Biguá tentou ir ao ataque, e conseguiu achar um lance que gerou ainda mais reclamação.

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Perto dos 20 minutos - mais ou menos a hora em que o pegueiro deu lugar ao futebol, relativamente -, Biel chutou forte e cruzado, e a bola pegou na perna e no braço do lateral Tiago, do Estrela. A comissão técnica do Biguá pediu penal efusivamente, mas o juizão resolveu deixar o lance seguir. Depois de um ímpeto inicial dos visitantes, o clube rubro-negro melhorou, e em dois cruzamentos em sequência o Estrela Azul passou perto de marcar contra.

Luca Toni (caído), Biel (6) e Neném (Estrela) brigam pela posse da pelota (Foto: Matheus Pereira)
Confusão não faltou na primeira etapa (Foto: Matheus Pereira)
Aí o camisa 10 da equipe de Santo Amaro da Imperatriz, Cheirinho, resolveu aparecer para o jogo. Num lance primoroso, ele simplesmente ATRAVESSOU o campo driblando, mas acabou não conseguindo finalizar com precisão. Embalado pelo lance, o Estrela Azul cresceu e passou a oferecer perigo ao "goleiro anos 90" do Biguá, Pedrão. Com o primeiro tempo se encaminhando para o final, os bons lances acabaram se resguardando para o segundo tempo.

Com exceção de alguns casos esparsos de discussão, como na foto acima, nada de notável aconteceu na dezena final do primeiro tempo. No último lance, Tiago fez um bom cruzamento da direita para Cheirinho, que, na busca da melhor posição para o chute, acabou esquecendo de o fazer, dentro da pequena área. O árbitro Felipe de Souza encerrou a etapa inicial no alto dos 46 minutos com o placar zerado.

Alemão, marcado atentamente, domina a bola no gramado irregular (Foto: Matheus Pereira)
Paulo Henrique preparado para fazer cobrança de falta (Foto: Matheus Pereira)
Com a chegada do segundo tempo, o time da casa tratou de exercer pressão, ao menos nos minutos iniciais, buscando abrir a contagem da partida. Logo aos três minutos, a equipe conseguiu assustar num balaço de fora da área que balançou as redes pelo lado de fora. Na base dos pontapés do meio da rua, a equipe do Biguá ainda insistiu com o camisa 11, Adriano, usando do mesmo artifício mas isolando a pelota.

Nos contra-ataques, o Estrela Azul buscava a REDENÇÃO. Numa jogada em velocidade, o astuto Neném invadiu a área e foi derrubado; pediu a penalidade, mas Felipe de Souza nem pestanejou em mandar o jogo seguir. O cenário do primeiro tempo, então, se repetiu, com o domínio do time da casa tendo data de validade e o confronto se equilibrando quase que totalmente.

Dividida entre Luca Toni e Anderson no meio do campo (Foto: Matheus Pereira)
Atletas comemoram tento tardio de Anderson (Foto: Matheus Pereira)
Se de um lado, Adriano assustou o goleirão Diego, do Estrela Azul, com um chute bastante forte que exigiu grande defesa do arqueiro, de outro o clube de Santo Amaro tinha a inspirada dupla Cheirinho/Alemão. Com passe do camisa 10, o loiro apareceu frente a frente com o goleiro Pedrão, mas finalizou em cima do guardião das metas do Biguá. Já eram 30 minutos, e o gol estava ficando maduro, pra um dos lados pelo menos.

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Ele acabou vindo quando o cronômetro passava de 35. Cheirinho recebeu de Piava e tentou armar com Alemão, mas o zagueiro Bruno Sarará pegou no meio do caminho. Quando tudo parecia sob controle, ele conseguiu perder a posse da pelota dentro da área para o próprio atacante do Estrela, que rolou para o meio, onde estava Anderson. O jogador, que saiu do banco de reservas, resvalou na bola, que tocou no goleiro Pedrão e entrou numa vagarosidade incrível para abrir o placar em favor dos visitantes.

Biguá ainda perdeu Luca Toni, lesionado (Foto: Matheus Pereira)
Já no fim da partida, Paulo Henrique faz inversão, marcado de perto por Pará (Foto: Matheus Pereira)
O Biguá buscou ir pra cima, mas apenas na base da raça. Antes mesmo de chegar aos 40, o goleiro Pedrão quis ir para a área em cobrança de escanteio, mas o treinador não deixou. Mau pra equipe que ainda perdeu o volante Luca Toni, lesionado após fortíssima dividida com o volante Pará, do Estrela Azul. Nem com cinco minutos acrescidos pelo árbitro no fim do confronto a equipe de Biguaçu conseguiu chegar à igualdade no marcador: Biguá 0x1 Estrela Azul foi o resultado final.

A classuda placa que fica à frente do estádio; confesso que a admirei bastante (Foto: Matheus Pereira)
O Estrela foi só uma das três equipes que venceram fora de casa nesses quatro confrontos das quartas-de-final - a vantagem de decidir em casa já deixa, além da equipe de Santo Amaro, Grêmio Cachoeira (venceu Gaviões de Ouro, 2x1) e João Paulo II (venceu o Campinas, 2x1) com uma grande chance de classificação às semifinais da competição. O outro confronto das quartas foi entre Cerâmica Silveira e BAC, e o time palhocense, jogando em casa, venceu por 1 a 0.

Dado o final da TESTILHA, ganhei uma providencial carona com a genial viatura do Hora de Santa Catarina, oferecida pelo queridíssimo Michael. Fim-de-semana temos mais Interligas, com os confrontos de volta das quartas-de-final, e o Desprovidos buscará contemplar mais uma equipe nova nos relatos. Cada vez mais competições estão se iniciando, e tentaremos fazer algumas rodadas-duplas para aproveitar a ocasião. Ânimo não faltará.

Até logo.