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sábado, 11 de abril de 2015

BAC faz valer o favoritismo, vence na Barra da Lagoa e segue invicto

Fala aí!

Dando prosseguimento ao nosso anuário de pelejas nesse solo BARRIGA-VERDE, de volta a Florianópolis prestigiei mais uma vez um confronto da nossa Copa Interligas. Dessa vez, fui até a bela Barra da Lagoa, onde se encontrariam os locais do Barrense diante do BAC, de Biguaçu, em desafio válido pelo Grupo B do torneio. Me dirigi até o Estádio José Severino Vieira sob uma presença estonteante do astro-rei, num dia daqueles de calor enlouquecedor.

Barrense FC, que jogou com: Thiago; Naércio, Gui, Andrey e Ademar (Filipe Botelho); Nino, Thiago Souza (Joel), Coruja e Caio (Flávio); Lipe e Diego (Fabrício). (Foto: Matheus Pereira)
Biguaçu AC, o BAC, em campo com: Deivid; Ruan Santos (Lucas), Ruan Kresch, Tiziu e Riva (Fael); Higor, Juninho (Paulo Victor), Tiago Valderrama (Diego) e Marcelo Fattori; Dão e Elivélton (Foto: Matheus Pereira)
Trio de arbitragem composto por Gabriel dos Anjos Kretzer, Renê Gilberto Franzen Filho e Geraldo Rodrigues, além dos capitães das equipes (Foto: Matheus Pereira)
Juntamente à minha pessoa, a trinca formada por Lucas, Amanda e Pupella me acompanhou até a saga na barra. Na ida, o já conhecido caótico trânsito na Lagoa da Conceição esteve tragável, reservando as más experiências apenas para o trajeto de volta da peleja. O maior empecilho da tarde foi, realmente o calor, que nos torrava em níveis estratosféricos. Vale ressaltar que foi a primeira vez que vi um confronto em Floripa com sol.

A postos, aguardei o começo do confronto que, se vencido pelos visitantes, serviria apenas para confirmar o inevitável, que seria a classificação à segunda fase daquele que vem demonstrando ser o melhor time do grupo. Já ao Barrense, era a chance de se impor e, se não assustar o João Paulo II na briga pelo segundo lugar, se tornar uma das duas equipes que passam à segunda fase por índice técnico.

Sozinho entre três, Naércio se lança ao ataque (Foto: Matheus Pereira)
Sob olhares atentos de seu marcador, Caio carrega a bola (Foto: Matheus Pereira)
Com a bola rolando, o Barrense pareceu estar jogando a partida da vida - era o último jogo em casa da equipe na primeira fase -, embora o BAC demonstrasse a razão de estar ocupando disparadamente o primeiro lugar. Organizado, o time conseguiu neutralizar os mandantes no início do jogo, e aos poucos foi tornando-se superior, causando transtorno à defesa local logo nos primórdios, com um lance polêmico.

Após lançamento, Ademar ajeitou meio de coxa, meio de panturrilha para o goleiro, que sem pestanejar agarrou com as mãos. Gabriel Kretzer prontamente apitou, marcando recuo de bola e ocasionando muita reclamação por parte do time da casa. Mas ao consultar seu auxiliar, subitamente mudou de ideia e voltou atrás na marcação. Aí os protestos mudaram totalmente de lado, e a orelha do mediador do confronto já começou a ficar quente.

Muita reclamação com o árbitro da partida (Foto: Matheus Pereira)
Higor em investida do BAC no ataque (Foto: Matheus Pereira)
Melhor em campo, o clube de Biguaçu seguiu em cima: Elivélton acertou a trave em chute cruzado ainda na primeira quinzena da partida; o zagueirão Tiziu também assustou, em forte cabeçada após cruzamento para a área. Todavia, conforme a metade da primeira etapa foi se aproximando, o time da capital catarinense passou a equiparar as forças em campo e ser semelhantemente VORAZ. A chance "mais perdida" da metade inicial, porém, foi do clube verde e preto.

Depois de boa jogada pela esquerda, a bola foi jogada na área num cruzamento rasteiro, e o volantão Higor, totalmente livre, ao tentar acertar um carrinho, acabou jogando a pelota pela linha de fundo. Refletindo o que estava em jogo para o Barrense, eram constantes as discussões entre os atletas da equipe em campo. Uma delas, mais acalorada, envolveu o goleiro Thiago e o volante Thiago Souza. O capitão Gui precisou pedir calma para ambos.

Atacante Elivélton voa para evitar carrinho de Gui (Foto: Matheus Pereira)
Jogada no meio-campo (Foto: Matheus Pereira)
Talvez os ânimos exaltados tenham empolgado o time da casa, que resolveu crescer em campo quando a ampulheta já estava perto de virar totalmente. Numa das boas chegadas, o meia Coruja arriscou e obrigou bonita defesa de Deivid em dois tempos, arrancando suspiros da torcida presente no estádio - que, até então, estava mais ocupada em reagir às marcações de Gabriel dos Anjos Kretzer. O árbitro assinalou o fim da primeira etapa e o placar permanecia zerado.

Mais uma disputa pela bola entre atletas das equipes (Foto: Matheus Pereira)
Com a advinda do segundo tempo, as polêmicas pareciam ter se multiplicado. E não tardou para chegar-se a tal conclusão; enquanto eu terminava de tomar meu refrigerante comprado no intervalo, numa falta bastante contestada pelo BAC, o Barrense tentou fazer jogada ensaiada, e não deu certo. Mas cerca de um minuto depois, após bola cruzada, o atacante Elivélton dominou mal e a bola pegou em cheio na mão aberta de Gui; pênalti assinalado pelo juiz.

Na bola, o maestro Marcelo Fattori não desperdiçou, abrindo a contagem no José Severino Vieira: 1 a 0. Não é preciso nem dizer que as reclamações por parte do Barrense foram veementes, devido a marcação do contestado pênalti. Na visão deste humilde repórter, ele foi incontestável, mesmo não existindo a intenção do zagueiro em cortar a bola. Mas, a partir daí, os protestos por parte do time da Barra da Lagoa foram aumentando gradativamente.

Jogadores comemoram o tento de Marcelo (Foto: Matheus Pereira)
Nino faz inversão de bola (Foto: Matheus Pereira)
Toda e qualquer dividida era a faísca necessária para a explosão acontecer. Gabriel dos Anjos Kretzer, de tanto ouvir, acabou tendo uma arbitragem pra lá de confusa, errando lances bobos e entrando em discussões com jogadores. Na base da GARRA, o Barrense buscava o gol, enquanto a equipe de Biguaçu, em busca da réplica, achava uns contra-ataques que deixavam o goleiro Thiago de cabelo em pé.

O futebol mesmo só voltou a acontecer no final da partida. Com o jogo bastante aberto, as duas equipes chegavam perto de balançar as redes. O atacante Diego, lá pelos 42, perdeu excelente chance em favor do BAC; a bola sobrou limpinha para ele na entrada da área, mas o chute rasteiro tirou tinta da trave direita de Thiago. As respostas, ao contrário do primeiro tempo, vinham na mesma moeda.

Imediatamente após dividida na lateral, Lucas pede a posse (Foto: Matheus Pereira)
Partida parada para atendimento ao capitão Higor (Foto: Matheus Pereira)
Depois de uma bonita jogada, a chance de ouro do Barrense na partida esteve nos pés do incansável lateral Naércio, que se infiltrou na área e pegou de primeira, com a bola igualmente passando rente ao poste. Já nos acréscimos, o time da casa ainda teve a baixa do volante Nino, que deu carrinho no meio do campo, viu o segundo amarelo e foi expulso. Sem reclamar, saiu e viu do vestiário o apito final do jogo, decretando o placar de Barrense 0x1 BAC.

A grande bola de fogo nos torrava sem piedade (Foto: Matheus Pereira)
Garantido nas quartas-de-final, o BAC, que deitou e rolou nessa primeira fase do Grupo B, ainda cumprirá tabela diante do também garantido João Paulo II, de Palhoça. Quanto ao Barrense, resta vencer a última rodada, contra o Varginha, e ativar o secador contra Unidos, Gaviões de Ouro e - principalmente - Cerâmica Silveira. Desses quatro times, dois classificar-se-ão por conta do índice técnico.

Pegamos um trânsito infernal na volta para casa; a Lagoa no verão é algo amedrontador. Mais atrasado que imaginava, cheguei ao meu lar já pronto para o próximo compromisso do Desprovidos. Maravilhoso é poder fazer tudo isso por prazer. Vejo vocês na próxima.

Abração.

domingo, 5 de abril de 2015

Pedro Paulo brilha e Caravaggio avança sobre Rui nas penalidades máximas

Daí!

Na base do "de volta à minha terra", pela primeira - de muitas, provavelmente - vez no ano voltei a Criciúma e não podia deixar de prestigiar nossa querida Copa Sul dos Campeões, que estava na partida de volta das oitavas-de-final. E o confronto reunia nada mais, nada menos que os dois últimos campeões estaduais não-profissionais: Rui Barbosa, de Morro da Fumaça, e Caravaggio, de Nova Veneza, ambos já muitas vezes prestigiados aqui no blog. A peleja se daria no homônimo Estádio Rui Barbosa.

SER Rui Barbosa, que jogou com: Júlio César; Andinho (Jô), Cleiton (Renato), Shayder e Fá; Helton Serrano, Ewerton, Renan, Gutierri (Macaco) e Maicon Ermo; João Simon (Anderson Butiá). (Foto: Matheus Pereira)
Caravaggio FC, em campo com: Pedro Paulo; Gilliard (Chumbo), Maicon, Tijolo e Lennon; Renato, Marcinho, Tiago Renz (Hudson) e Andrei; Gregory (Rodrigo Zeferino) e Maurício (Rudinei). (Foto: Matheus Pereira)
O árbitro Edésio Weber e seus auxiliares, Jaison Venâncio e Renato Kniess, além dos capitães das equipes (Foto: Matheus Pereira)
Na partida de ida da peleja, o mudado Caravaggio, jogando em casa, acabou ficando no 1 a 1 diante do clube fumacense, que manteve parte do time campeão estadual em 2014. O sorteio foi ingrato a ambas as equipes, postulantes ao título, que ficaram frente a frente já nas oitavas-de-final (ou 1ª fase) do torneio. Vale lembrar que o clube de Nova Veneza, campeão em 2013, caiu na primeira fase no ano passado.

Sob um calor azucrinante, fui até a capital das OLARIAS para marcar meu reencontro com a Copa Sul. Essa, aliás, foi a primeira competição a aparecer por aqui no Desprovidos de Fama em dois anos consecutivos; um dos "carros-chefe" da temporada semi-profissional catarinense, é sempre um torneio que reúne grandes equipes e possui um ótimo prestígio.

Atletas preparados para o pontapé inicial (Foto: Matheus Pereira)
João Simon tentando se desvencilhar do carrinho de Tijolo (Foto: Matheus Pereira)
Com o apito inicial do sr. Edésio Weber, as equipes trataram de buscar balançar as redes desde o começo, deixando a partida longe de uma monotonia. Sem gols fora de casa no regulamento, o jogo se iniciou totalmente igual, com chances para os dois lados e muita vontade dos atletas. Talvez embalado por estar, em tese, jogando em casa (havia equivalência em número de torcedores), o Rui se sobressaiu nos minutos iniciais.

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Duas cabeçadas arrancaram suspiros dos adeptos locais: uma foi do zagueirão Maicon, do Caravaggio, que quase fez contra o próprio patrimônio quando foi atrasar para Pedro Paulo. Outra, na sequência do lance - que resultou em escanteio -, foi com o volante Renan, que testou no chão e novamente o goleiro, grande personagem da partida, defendeu. Após o ímpeto inicial, o Rui viu o adversário crescer um pouco em campo e praticamente equiparar o volume de jogo.

Confusão entre Andinho, do Rui Barbosa, e Renato, do Caravaggio (Foto: Matheus Pereira)
Atacante Maurício tenta fazer jogada sobre Cleiton (Foto: Matheus Pereira)
A única BALBÚRDIA da etapa inicial aconteceu quando Lennon acertou um tapa na cabeça coberta por cabeleira de Renan após dividida. Devidamente amarelado, o atleta do Caravaggio saiu da meiuca da confusão, que foi protagonizada pela discussão de Andinho e Renato. O árbitro resolveu levar apenas na conversa e apaziguar os ânimos por lá. Passada a rixa, a bola voltou a rolar redonda em Morro da Fumaça.

E aconteceu o melhor lance da etapa inicial, quiçá o mais bonito da partida. Fá pegou sobra e bateu colocado, cheio de estilo. Seria uma pintura por si só, caso o goleirão Pedro Paulo não fizesse uma defesa igualmente digna de tela, salvando o Carava e proporcionando um lance de excelentíssimo futebol. Do outro lado, o arredio Andrei também ofereceu perigo; numa jogada de esperteza, roubou de Helton e fez fila até finalizar para o alto.

Goleiro Júlio César cobra tiro de meta (Foto: Matheus Pereira)
Jogada no meio-campo que reúne Renan e Andrei (Foto: Matheus Pereira)
 De acordo com o fim da primeira etapa se aproximando, os times reduziram novamente o volume futebolístico apresentado. Um respiro de qualidade ocorreu quando Gilliard fez bela jogada individual pela direita e cruzou, mas a bola morreu nas luvas de Júlio César. Sem acréscimo, Edésio finalizou o tempo inicial aos 45, rasos. Zero a zero no placar, estreante do Estádio Rui Barbosa.

Para repor a hidratação nesse calor, dá-lhe água! (Foto: Matheus Pereira)
Sem alterações no intervalo, os times seguiram equilibrados na etapa final. Logo no primeiro minuto, Fá passou perto de abrir o placar em mais um fuzilamento com sua canhota, tirando tinta da trave esquerda do clube visitante. Respondendo pouco mais tarde, o Caravaggio conseguiu chegar após cruzamento da esquerda, que Gregory dominou, girou sobre o zagueiro e acabou sendo desarmado na hora da finalização.

Depois do início quase fulgurante, o jogo acabou permanecendo longos minutos carente de lances perigosos, em momentos que foram praticamente reservados para substituições. Após a parada técnica, perto dos 20, foi que as equipes voltaram - ainda que com pouco ímpeto - a assustar os respectivos goleiros. Quem também teve trabalho foi o auxiliar Renato Kniess, que pegou várias irregularidades em sequência nas ofensivas do Carava; uma delas, a de Rodrigo Zeferino aos 28, impediu o jogador de ficar cara a cara.

Árbitro aplica cartão ao atacante Maurício por reclamação (Foto: Matheus Pereira)
Tiago Renz e Fá proporcionam uma bela cena na disputa pela bola (Foto: Matheus Pereira)
Numa crescente, o escrete alviazul passou perto de marcar algumas vezes na segunda parte da etapa final. O atacante Rudinei, que entrou no decorrer do segundo tempo, quase conseguiu aproveitar falha da defesa local, mas não teve sucesso em sua finalização. Pegado e bastante morno, o jogo passou a pouco parecer com uma peleja que definiria vaga na próxima fase e que estava totalmente em aberto.

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O momento da segunda etapa que mais perto chegou de balançar as redes foi um erro. Shayder tentou cortar na defesa com um chute forte, mas ela foi totalmente torta, tomando o rumo de trás e quase encobrindo Júlio César; a pelota acabou saindo em escanteio, arrancando suspiros dos torcedores visitantes. Mas isso já estava perto dos 40 minutos.

Num dos últimos suspiros, Rudinei puxa Carava ao ataque (Foto: Matheus Pereira)
Na base da raça, o Caravaggio chegou a assustar ainda; aos 46 minutos, naquele que seria o literal último lance da partida, a equipe conseguiu um escanteio. Após a defesa afastar, Chumbo pegou sobra e finalizou, de longe, mas a pelota tomou o rumo da linha de fundo. Edésio Weber aguardou o tiro de meta ser cobrado e não pestanejou a apitar o fim do confronto: Rui Barbosa 0x0 Caravaggio. Teríamos penalidades.

O estreante placar do estádio (Foto: Matheus Pereira)
Equipes alinhadas para a cobrança do penal, sofrendo com o sol (Foto: Matheus Pereira)
Escolhida a meta (que não atrapalhasse o goleiro, por conta do sol), era a hora das penalidades serem cobradas. Aí, brilhou a estrela daquele que já se destacava: Pedro Paulo. O primeiro a cobrar foi Hudson, do Caravaggio, que converteu. Macaco, do Rui Barbosa, parou nas luvas de Pedro Paulo. Depois, Renato, dos visitantes, também balançou as redes na cobrança. O zagueirão Shayder, da mesma forma, desperdiçou sua penalidade; Pedro Paulo defendeu e deixou o placar em 2 a 0.

Andrei, camisa 10 do Carava, marcou em sua cobrança e deixou o time a um passo da classificação. Tudo dependia de Anderson Butiá; caso desperdiçasse, o Rui estaria fora. Mas ele marcou e diminuiu a contagem. Na quarta penalidade, Marcinho desaproveitou a chance de definir a partida - Júlio César defendeu e o Rui estava ainda respirando por aparelhos. No entanto, Pedro Paulo tornou a brilhar, pegou a terceira e deixou o Caravaggio classificado. Na disputa de pênaltis, Caravaggio 3x1 Rui Barbosa.

Andrei convertendo sua cobrança (Foto: Matheus Pereira)

Muita comemoração da comissão técnica e da torcida do clube de Nova Veneza, que se classificou às quartas-de-final e agora aguarda seu adversário. Já o atual campeão Rui Barbosa dá adeus à competição logo na primeira fase, assim como fez o seu antagonista da tarde. Copa Sul dos Campeões seguirá, e o Desprovidos também; nas próximas semanas, muitas competições da Grande Florianópolis serão aqui prestigiadas. E logo voltaremos ao sul!

Até mais ver.

domingo, 22 de março de 2015

Atual campeão, Grêmio Cachoeira passa dificuldade, mas vence Gaviões de Ouro

Buenas.

Seguindo minhas empreitadas pelas bandas de Florianópolis, tinha mais um encontro com as pelejas marcado para este sábado (21). Fui até o extremo norte da ilha, ao bairro/praia de Cachoeira de Bom Jesus, onde veria o embate entre o atual campeão da Copa Interligas, o local Grêmio Cachoeira, e o palhocense Gaviões de Ouro. O palco seria o Estádio José Etelvino de Paula, que foi mais um visitado pela primeira vez na minha história de Desprovidos de Fama.

Grêmio Esportivo Cachoeira, que jogou com André Nicolodi; Romário, Andrei, Roger e Perea (Pedrinho); Keko (Felipe Rosino), Itauê  e Dado; Osvaldo (William), Ziel (Téo) e Marquinhos Nikimba (Leandrinho). (Foto: Matheus Pereira)
AERC Gaviões de Ouro, escalado assim: Alexandre; Fabinho (Dionathan), Jeferson, Ciro e Renato; Wendel, Bly (Tiaguinho), Bileco e Luiz Antônio (China); Rafael Beiço (Mano) e Duca. (Foto: Matheus Pereira)
Trio de arbitragem composto por Gabriel dos Anjos Kretzer, Renê Gilberto Franzen Filho e Geraldo Rodrigues, e os respectivos capitães (Foto: Matheus Pereira)
Favoritaço e atual campeão da Interligas, o Grêmio simplesmente atropelou o Juventus na primeira rodada do grupo C: 6 a 0. O Gaviões, por sua vez, recebeu o Biguá e também levou uma chinelada, por 5 a 1. Quem visse de antemão, esperaria mais uma goleada na segunda rodada em favor do Grêmio Cachoeira. Mas, para aquela equipe que pela primeira vez ultrapassava a ponte para uma partida oficial, era a chance de "ouro" para a redenção e recuperação no grupo.

Tomei o rumo norte da ilha, onde tudo já estava pronto para a realização do confronto. Lá, conversei com o Michael Gonçalves, do blog Amador Futebol Clube, praticamente uma eldorado de informações sobre os campeonatos amadores da Grande Florianópolis. Batemos um bom papo e nos preparamos para a partida, que estava prestes a iniciar com o determinante apito do comandante da vez, Gabriel dos Anjos Kretzer.

Muito pegado, jogo teve bastante reclamações de ambos os lados (Foto: Matheus Pereira)
Romário puxando o Grêmio ao ataque, marcado por Bly (Foto: Matheus Pereira)
No entanto, o imaginário de que o time da casa passasse por cima do adversário ficaram só fora das quatro linhas. Consistente desde o apito inicial, o time da Palhoça equilibrou as ações com a equipe mandante, investindo na habilidade do camisa 7, Rafael Beiço, que disputou o campeonato de Biguaçu pelo BAC em 2014. Escalado com três atacantes, porém, o Cachoeira respondia na mesma moeda pelo outro lado.

O protagonista do confronto, porém, acabou sendo o árbitro. Com muitas faltas e divididas ríspidas, o primeiro tempo ficou marcado por muitas reclamações de ambos os lados; com isso, os jogadores acabaram entrando na onda, com uns poucos empurra-empurra e muitos bate-boca. Mas, com os ânimos acalmados, tudo voltou a estar como antes, com o Gaviões de Ouro surpreendentemente melhor, embora os mandantes não deixassem de oferecer perigo.

Um dos encontrões da partida (Foto: Matheus Pereira)
Mais reclamações; dessa vez, Keko alega sofrer cotovelada (Foto: Matheus Pereira)
Falando da peleja, o Gaviões passou perto de marcar quando Fabinho fez linda jogada individual, perto dos 20 minutos. O Grêmio respondeu cinco minutos mais tarde, quando Ziel pegou sobre e bateu forte, mas ela foi-se embora pela linha de fundo. Quando começou a crescer os prazeres futebolísticos em detrimento das pré-cenas lamentáveis, o gol foi ficando maduro. E ele veio na marca dos 29 minutos.

Numa linda jogada entre os irmãos Fabinho e Bly, o primeiro levantou a bola sobre todos os zagueiros, e o capitão bateu entre as pernas do goleiro adversário, abrindo a contagem para o Gaviões de Ouro e indo comemorar com os torcedores atrás do gol - quatro pessoas e uma bandeira: 1 a 0. Depois de um tempo de stand-by criativo, com as equipes concentrando-se no meio do campo, quando a primeira etapa se encaminhava para o fim, a rede voltou a estar em perigo de balançar.

No período de stand-by criativo, mais discussões (Foto: Matheus Pereira)
Nikimba comemora o gol de falta que deixou tudo igual (Foto: Matheus Pereira)
Crescendo em campo após o gol e subsequente recuo dos visitantes, o Grêmio Cachoeira passou a ter o domínio das ações. Aos 38, o zagueirão Roger perdeu cabeçada dentro da pequena área, jogando para fora. Na sequência, naquela que foi a última boa chance do Gaviões na etapa inicial, Rafael Beiço furou boa chance na grande área. Entretanto, para o time mandante, de tanto insistir uma hora o gol teria de sair.

Ele veio aos 46 minutos do primeiro tempo, quando Marquinhos Nikimba bateu falta de longe e o goleiro Alexandre acabou aceitando, decretando o empate em 1 a 1 no José Etelvino de Paula. Pouco se fez no pouco tempo que restava, e o árbitro acabou apitando o fim do primeiro tempo com o placar em um tento para os dois times. As casas de aposta QUEBRAVAM no momento.

"Calma", diz Gabriel Kretzer ao treinador do Grêmio, Djone Kammers (Foto: Matheus Pereira)
Na escuridão do fim do jogo, atleta do Gaviões dá bela cabeçada (Foto: Matheus Pereira)
Na volta para o segundo tempo, o Gaviões de Ouro esteve melhor novamente, ao menos nos primeiros minutos; em seguida, porém, as forças logo equipararam-se e o jogo ficou cada vez melhor. Quem balançou as redes, por sua vez, foi o time da casa, que chegou a virada no primeiro terço do segundo tempo. Após roubada de bola no campo de ataque, a pelota sobrou para Leandrinho, que havia entrado no intervalo, fazer o 2 a 1 e pôr o Grêmio Cachoeira na frente.

Atrás do placar, novamente o time da Palhoça - que alternou bons e maus momentos o jogo todo - cresceu em campo. Bileco, que isolou depois de arrancada e posteriormente chutou da entrada da área para fora, foi um dos principais nomes da equipe visitante no segundo tempo. Na base dos contra-ataques, o Grêmio respondia; Ciro salvou sobre a linha uma cabeçada de Osvaldo, que entraria de cobertura.

Mais uma vez, atletas reunidos em partida parada (Foto: Matheus Pereira)
Luiz Antônio, pressionado por Leandrinho, faz recuo para o goleiro (Foto: Matheus Pereira)
Com a entrada do atacante China, o Gaviões de Ouro passou a ter dois centroavantes em campo. No entanto, continuava nem tão operante no ataque. China era constantemente acionado, mas não conseguia fazer a diferença; perto dos 30 minutos, o atleta desperdiçou cabeçada dentro da pequena área. Peleador, o Grêmio Cachoeira sempre oferecia perigo ao ir para a frente; após Pedrinho roubar bola no ataque, Leandrinho matou no peito e por pouco não fez uma pintura.

Os técnicos mexeram no que podiam nas equipes, e o jogo permanecia igual; Gaviões se lançava ao ataque e Grêmio buscava responder rapidamente caso segurasse a pressão lá atrás. Djone Kammers pôs em campo o voluntarioso William, que conseguiu brigas boas no campo de ataque para o escrete florianopolitano, embora as atenções estivessem voltadas para o outro lado da linha média do gramado.

Cobrança de falta em favor do Gaviões (Foto: Matheus Pereira)
Eram 45 minutos quando o time visitante achou China, totalmente sozinho, na grande área. O lançamento foi certeiro, e o atacante teve todo o tempo do mundo para escolher onde finalizar. O fez em cima do goleiro André Nicolodi, que pegou em dois lances e garantiu a vitória para o Grêmio. Na véspera do dia da água, quem se deu melhor foi o Cachoeira: Grêmio Cachoeira 2x1 Gaviões de Ouro.

Detalhe do estádio, com o escudo do Grêmio Cachoeira pintado sob as cabines (Foto: Matheus Pereira)
Finalizada a partida, o time mandante segue 100%, com duas vitórias em duas partidas. Embora o resultado fosse "injusto", segundo bradavam os integrantes da comissão técnica do visitante, o Gaviões de Ouro segue com zero pontos, e buscará a recuperação contra o Juventus, em dois jogos de "vida ou morte", afinal, além dos primeiros dois de cada chave, outras duas equipes, por índice técnico, também se classificam às quartas-de-final.

Voltei ao meu recinto com sentimento de missão cumprida, e voltei minhas atenções para a tabela, me preparando para as próximas rodadas. Descansei porque durante a semana volta a rotina, e no fim-de-semana tem mais Desprovidos por aqui.

Até a próxima.

domingo, 15 de março de 2015

Sob um temporal apocalíptico, Estrela Azul passa a patrola no Campinas

Olá!

Finalmente começamos a temporada de 2015 do Desprovidos de Fama! Após o adiamento forçado de uma semana devido a um pequeno problema que sofri, tomei a estrada nesse domingo (15), rumo ao sul da Ilha de Santa Catarina, onde, no bairro do Campeche, veria o confronto entre Campinas - equipe local - e Estrela Azul, de Santo Amaro da Imperatriz, válido pela primeira rodada da Copa Interligas. Depois de pegar uma infinidade de ônibus e os mais variados tipos climáticos, cheguei ao Estádio Bartolomeu Manoel Daniel um tanto quanto antecipadamente para o embate.

SER Campinas, de Florianópolis (Foto: Matheus Pereira)
Estrela Azul FC, de Santo Amaro da Imperatriz (Foto: Matheus Pereira)
Árbitro Anderson Luiz de Lima, auxiliado por Otto Santos Silva e Carlos André Inácio, e os capitães das equipes (Foto: Matheus Pereira)
À tradicional apresentação de um torneio novo aqui prestigiado: a Copa Interligas reúne os melhores clubes de cinco ligas da Grande Florianópolis, resultando em doze clubes, que competem entre si para abocanhar uma vaga no estadual semi-profissional, que é dada ao campeão. A competição se estende até meados de maio, como todas as outras copas regionais do estado, e reaparecerá por aqui muitas vezes ainda em 2015.

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O Estrela Azul angariou o direito de disputar a Interligas após se sagrar campeão da LICOSAI - Liga de Futebol da Comarca de Santo Amaro da Imperatriz. Já o Campinas está no torneio após faturar o vice-campeonato da LIFF - Liga Florianopolitana de Futebol. Vale ressaltar que o início do campeonato foi adiado, assim como praticamente todos no estado, após ter sido aprovada (e posteriormente reprovada) uma regra que obrigava os atletas a apresentarem atestado médico para atuar.

Dividida entre atletas das equipes com a torcida do Estrela socada num ÔNIBUS ESCOLAR ao fundo (Foto: Matheus Pereira)
Já com a chuva caindo, Marquinhos carrega a bola pelo meio (Foto: Matheus Pereira)
Com a bola rolando, todas as atenções voltavam-se para o céu. E eu nem falo dos aviões que constantemente passam por ali, perto do aeroporto, mas sim, das nuvens que formavam uma tempestade colossal que pegaria todos nós desprevenidos. Dito e feito: com menos de dez minutos de partida, ela começou a se armar, e durante toda a primeira etapa caiu um AGUACEIRO sem precedentes pelas bandas do Campeche.

Tentando fugir da tempestade, me abriguei num pequeno telhado do vestiário de arbitragem e de lá vi um jogo equilibrado, com uma leve vantagem para a equipe de Santo Amaro da Imperatriz. Antes que alguma conclusão pudesse ser tomada, logo o placar foi aberto, com o bom centroavante Alemão: 1 a 0 Estrela Azul. Se as coisas pro Campinas não estavam perfeitas, elas ficaram piores depois das redes serem balançadas, pois com a chuva aumentando, o Estrela se animou.

O anoitecer em plena 16h30 (Foto: Matheus Pereira)
Sob a tempestade, árbitro amarela atleta do Campinas com o ônibus de novo presente (Foto: Matheus Pereira)
Aproveitando a soberania, o Estrela Azul não tirou o pé - pelo contrário, continuou em cima, e conseguiu novamente balançar as redes. Dessa vez, o autor do tento foi o outro atacante, Neném, num lance que literalmente passou despercebido por mim, mas que causou furor nos habitantes do ônibus da felicidade estacionado no estádio: 2 a 0.

Sem ter muito para onde fugir, o Campinas ainda evitou desistir no primeiro tempo, tentando a todo custo achar jogadas que pudessem levar perigo à meta de Diego. Mas os constantes erros de passe e uma visível fraqueza eram constantes incômodos para os atletas da equipe mandante. Sem ter nada a ver com isso, os atletas da equipe azul e branca ainda passaram perto de marcar mais vezes, embora atrapalhados pela chuva. Mas o primeiro tempo encerrou-se no mesmo placar, dois a zero.

Jogada de ataque do Estrela, no fim da primeira etapa (Foto: Matheus Pereira)
Alemão e Natan observam o rolar da pelota (Foto: Matheus Pereira)
A segunda etapa começou, e a tempestade deu uma trégua, restando apenas poucas gotas caindo numa garoa animada. Mesmo assim, os resquícios dos minutos anteriores permaneceram, com o gramado do Bartolomeu repleto de poças d'água, que davam um charme a mais para a peleja. Quanto ao futebol, as coisas diferentaram-se de outrora no Campeche. O time local, ENRAIVECIDO pelos esbravejos de seu treinador no intervalo, voltou com outra postura.

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Mais ofensivo e acertando grande parte de suas jogadas, o Campinas ofereceu resistência no início da etapa final. Chegaram a pairar, sobre o campo, dúvidas se a equipe conseguiria voltar a igualar o confronto. As chances apareceram; com o veloz Maranhão, pela esquerda, e o talentoso Rafa pelo meio, o clube verde e amarelo criou bem e obrigou o excelente goleiro Diego a trabalhar. Mas, infelizmente para os adeptos locais, a criatividade mostrou-se ser fogo de palha.

A segunda etapa foi um PEGUEIRO total (Foto: Matheus Pereira)
A poça nos proporcionou grandes momentos, como esse (Foto: Matheus Pereira)
Quando o Estrela Azul voltou a querer gostar do jogo, a chance voltou a aparecer. Após bola alçada na área, o arqueiro Jeferson corta mal, nos pés de Alemão, que corta da defesa e bate para o fundo das redes, ampliando a contagem para 3 a 0. Aí o sentimento do time local foi de que realmente o boi tinha ido embora, levando as cordas e tudo. Na base da RAÇA, ainda tratou de tentar pressionar, mas com uma falta de eficiência impressionante; nem a entrada do voluntarioso e criticado Daniel ajudou.

Sem dúvidas, o mais belo retrato da partida (Foto: Matheus Pereira)
Mesmo com larga vantagem, Estrela Azul não quis dar espaços ao adversário (Foto: Matheus Pereira)
Sem grande dificuldade, a equipe de Santo Amaro da Imperatriz chegava na área do adversário. Vágner e Tiago perderam grande chance ao errar tabela na altura dos 35, e instantes mais tarde o atacante Neném, cara a cara com Jeferson (e em clara posição de impedimento) perdeu o que seria seu segundo tento na partida. O lance gerou uma reclamação exagerada por parte dos mandantes, que acabaram por descontar no trio de arbitragem sua frustração geral.

Com o fim da partida se aproximando, pouco foi feito por ambos os times, que acabavam investindo mais em jogadas ríspidas e em tentar jogar o pouco que restasse no gramado encharcado. Anderson Luiz de Lima, vendo que desse mato não sairia sequer um inseto - quanto mais cachorro - resolveu encerrar a peleja logo aos 45 minutos, com o placar apontando Campinas 0x3 Estrela Azul. O clube visitante estreia de forma excelente na Interligas, já liderando o grupo.

No fim, até um avião deu o ar da graça pras lentes do Desprovidos (Foto: Matheus Pereira)
Terminada a peleja, não precisei encarar horas de viagem em ônibus novamente, pois contei com uma providencial carona do delegado da partida, sr. Nelcy Costa, que me deixou praticamente em casa, fazendo com que eu evitasse ficar (ainda mais) ensopado. Então, está oficialmente dada a largada do ano de 2015 para o Desprovidos de Fama. Semana que vem tem mais! Vamos!

Hasta.